Em razão do ataque de uma onça-pintada a um homem no Mato Grosso, que gerou medo e desinformação, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) vai promover um encontro com moradores da região de Pirenópolis para fazer esclarecimentos sobre a presença de animais da espécie no local.
A reunião, organizada pela gestão do Parque Estadual dos Pireneus (PEP), contará com a participação do pesquisador Lucas Gaehwiler, parceiro do Instituto Onça Pintada (IOP). Lucas falará sobre o monitoramento das onças que vivem na região, o comportamento da espécie e a convivência com humanos. O pesquisador também levará fotos de onças que habitam no local, produzidas a partir de armadilhas fotográficas.
Serpentes
Lucas também fará esclarecimentos sobre serpentes, tendo em vista que são comuns os incidentes nos quais moradores da região de Pirenópolis dizem terem sido picados por esses animais.
O pesquisador conta que o Brasil é o 3º país do mundo com maior quantidade de espécies de serpentes: são mais de 420, entre as quais há variações de surucucu, jararaca, cascavel e coral que são venenosas. Em Pirenópolis, ainda segundo Gaehwiler, são cerca de 65 espécies venenosas.
“A recomendação é a de procurar o hospital o mais rápido possível. A letalidade é extremamente baixa quando o atendimento médico-hospitalar acontece nas primeiras 24 horas”, diz o estudioso. “É importante andar com perneira e calçado fechado nas atividades de campo. E não deixar lixo acumulado perto de casa, porque resíduos atraem roedores, e roedores atraem serpentes”, explica.





