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Malafaia acusa Moraes de ‘perseguição religiosa’ após operação da PF

Pastor publicou vídeo nas redes sociais dizendo que teve caderno com mensagens bíblicas apreendido pela polícia
Fabio Rodrigues Pozzebom

O pastor Silas Malafaia criticou mais uma vez o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A publicação em redes sociais na madrugada desta quinta-feira (21/8) ocorreu horas depois de ele ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) ao desembarcar de um voo no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Para ele, a medida é “típica de ditadores que são covardes e não suportam ser questionados”. O pastor acrescentou que é um absurdo ele ser investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.Malafaia diz ser vítima de uma perseguição religiosa e acusa Moraes de usar a imprensa para vazar conversas de cunho pessoal com Jair Bolsonaro (PL). 

Em uma gravação de pouco mais de quatro minutos, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo afirma que o magistrado age como “um ditador de toga”. “Alexandre de Moraes, o ditador da toga, promove perseguição política e agora religiosa também. Venho denunciando os crimes desse ditador nesses quatro anos”, disse Malafaia.

Segundo o pastor, a operação determinou a apreensão de seu celular, três cadernos “com mensagens bíblicas” e do passaporte. “Cheguei de Portugal e no aeroporto fui interceptado pela Polícia Federal. Levaram meu celular, meus cadernos de mensagens bíblicas e até meu passaporte. Que país é esse?”, questionou.

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Além de mensagens bíblicas, Malafaia afirmou que os cadernos continham anotações de pregações, roteiros de vídeos e manifestações religiosas. Ele também criticou o vazamento de informações sobre o inquérito antes mesmo da notificação de seus advogados.

“Se eu falar do inquérito, sou preso. Mas a Gestapo de Alexandre Moraes vaza tudo”, disse, comparando as informações divulgadas pela imprensa com a polícia política nazista.

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