Projeto de lei que inclui prevenção ao câncer colorretal é aprovado na Câmara

Segundo o estudo da Fundação do Câncer o número de novos casos deve ter um crescimento estimado de 21% entre 2030 e 2040
Foto: divulgação

Reconhecido como um dos cânceres mais comuns em homens e mulheres, o câncer colorretal tem tido um aumento expressivo nos últimos anos. Segundo o estudo da Fundação do Câncer o número de novos casos deve ter um crescimento estimado de 21% entre 2030 e 2040.

Pensando nisso, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 12, um projeto de lei que inclui a prevenção do câncer colorretal no programa nacional de controle do câncer de próstata, Novembro Azul.

O projeto é de autoria da deputada Flávia Morais (PDT-GO). “O que busco com este projeto é ampliar o olhar que temos sobre a saúde do homem. O Novembro Azul já é um marco importante na conscientização sobre o câncer de próstata, mas acredito que é hora de avançarmos e incluir também a prevenção do câncer colorretal”, afirmou.

O câncer colorretal figura entre os cinco principais tipos de câncer que acometem homens e mulheres em todo o mundo. Ainda segundo a Fundação do Câncer, o aumento da incidência nos próximos anos será maior nas regiões Centro-Oeste (32,7%) e Norte (31,13%).

“Essa é uma doença silenciosa, que muitas vezes só é descoberta em estágios avançados e isso precisa mudar. Assim como incentivamos as mulheres a realizarem exames preventivos, precisamos garantir à população masculina a mesma atenção e cuidado”, apontou Flávia.

O texto inclui a medida na Lei 10.289/01, que criou o programa nacional de controle do câncer de próstata, mantendo os encargos com o Executivo federal por meio do Ministério da Saúde.

No caso de campanha institucional prevista, as mensagens voltadas à atenção integral à saúde do homem deverão ter foco também na prevenção do câncer colorretal. As parcerias com as secretarias estaduais e municipais de saúde serão realizadas para colocar à disposição da população masculina exames também para a prevenção desse tipo de câncer.

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), e agora será enviada ao Senado.

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