O povo esperava mais

Dia primeiro de janeiro desse ano, Sandro Mabel assumiu o cargo de prefeito de Goiânia com uma expectativa gigantesca dos moradores da capital, pois afinal, o homem vinha de uma fama de grande gestor à frente do Grupo Mabel, Fieg e a CNI. E a cidade tinha vivido quatro anos de uma gestão desastrosa de Rogério Cruz que herdou o cargo do grande Maguito Vilela, uma das vítimas da COVID.


Mabel começou com a corda toda… nas redes sociais. O homem fazia vídeo de tudo, tinha um homem jogando sofá velho fora, lá estava o prefeito dando lição de moral no cara, o pit dog. Tinha lixo fora do recipiente lá vem o prefeito, tem um prédio inacabado? O super Mabel veio fazer vídeo. Claro que essas ações não são erradas, mas vou tentar explicar adiante.


Durante a campanha, o então candidato fez umas promessas difíceis de serem cumpridas. No período eleitoral os caras prometem ressuscitar o mar morto, transformar o Morro do Mendanha num cupim, que vai trabalhar mais que o maquiador do Zé Ramalho. Ele prometeu resolver o problema do Imas em até sessenta dias, da Comurg, aquele antro de corrupção em pouquíssimo tempo a limpar a cidade em questão de dias.


Na realidade ele não resolveu nada até agora. A cidade continua suja, a Comurg sem solução, o Imas do mesmo jeito e parece me que o prefeito não está encontrando uma saída para essas questões. Criou se com a ajuda do legislativo municipal a taxa do lixo onde o contribuinte, além do IPTU, vai pagar para recolher o lixo da cidade e o critério “justo” para cobrança é o seguinte. O João Juca Boné mora no Bairro Maria Quitéria vai pagar o mesmo que o prefeito que mora no Jardim de delícias. É justo?


Outra coisa sem cabimento. Goiânia segundo está em estado de calamidade pública, ou seja, há um descontrole financeiro no caixa da prefeitura que requer um folego para que o Chefe do Executivo possa organizar a casa e ter condições e clareza para administrar, mas torra quase oito milhões com a Pecuária pagando shows e estrutura. Claro que esse dinheiro não daria nem para o fumo no orçamento e nem para as demandas da prefeitura, mas é a atitude é a simbologia do ato num momento de penúria financeira onde ao mesmo tempo que o prefeito pede prorrogação no estado de calamidade financeira, paga mais de um milhão para Wesley Safadão. Só digo uma coisa para o senhor Sandro Mabel. Chegando no sexto mês de sua administração, o goianiense esperava um pouco mais.

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