Morre Kiraz, uma das gêmeas siamesas de São Paulo, separadas em cirurgia em Goiânia

O procedimento cirúrgico aconteceu no último dia 11 de maio, em uma operação de alta complexidade que durou 19 horas e mobilizou 50 profissionais da saúde

Faleceu nesta segunda-feira (19), uma das gêmeas siamesas que vieram de São Paulo para serem separadas em Goiás. As irmãs, que nasceram unidas pelo tórax, abdômen e bacia, foram submetidas ao procedimento cirúrgico no último dia 11 de maio. Kiraz, de 1 ano e seis meses, não resistiu às complicações após a complexa cirurgia de separação realizada no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, conforme informou a família.

“Descanse em paz, filha!”, publicou o perfil das gêmeas no Instagram.

 A cirurgia foi coordenada pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, referência nacional em separação de gêmeos siameses. O procedimento cirúrgico aconteceu no último dia 11 de maio, em uma operação de alta complexidade que durou 19 horas e mobilizou 50 profissionais da saúde. A causa da morte ainda não foi divulgada. Aruna continua internada.

“São cerca de 16 profissionais envolvidos, entre eles quatro anestesistas, residentes, três urologias, pediatras e ortopedistas. A cirurgia tem um custo de mais de R$ 2 milhões e é custeada totalmente pelo SUS”, pontuou Zacharias.

O cirurgião considerou o procedimento muito complexo e destacou que somente a retirada da terceira perna durou cerca de três horas.

De acordo com o médico, a divisão dos órgãos provoca um processo inflamatório intenso. “Você tem que dividir o intestino, as bexigas, retirar a terceira perna. Tudo isso provoca uma reação inflamatória intensa nos dois organismos”, explicou.

“O fígado pra mim foi uma surpresa muito grande. A gente sabia que ele era espesso, mas daquela quantidade não. Não é um fígado normal que a gente tá acostumado a ver em qualquer paciente, o delas é um tumor que dividia os dois lados”, mencionou Zacharias.

Após o procedimento, Kiraz e Aruna tiveram febre alta e ficaram entubadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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