Dia da consciência negra: Silêncio Frente ao Racismo Também é Violência

Fui vítima não só de racismo, e não pretendo ficar em silêncio
Reprodução

A trabalhadora Noemi Ferrari foi vítima de racismo em seu primeiro dia de trabalho, em São Caetano do Sul (SP). Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que a jovem é alvo de diversas ofensas.
“Tá escurecendo a nossa loja? Tá escurecendo. Acabou a cota, tá gente? Negrinho não entra mais”, diz a autora das agressões.

Noemi confirmou o crime em seu perfil no TikTok e relatou que o episódio ocorreu em 2018, quando trabalhava na empresa Drogasil.
“Sim, vocês estão vendo e ouvindo isso mesmo. Fui vítima não só de racismo, e não pretendo ficar em silêncio. Racismo e preconceito não são opinião, são crime”, afirmou.

A jovem não se calou e buscou justiça. A decisão judicial saiu em 2024. Na primeira instância, a Justiça do Trabalho concluiu que as provas apresentadas como o vídeo e a confissão da colega confirmaram as ofensas racistas. A juíza rejeitou a versão da defesa, que alegava se tratar de uma “brincadeira”.

Com isso, ficou mantida a indenização de aproximadamente R$ 52 mil, valor definido levando em conta a gravidade das agressões, o porte econômico da empresa e o impacto causado à vítima.

Dia da Consciência Negra: A data marca o dia da morte de Zumbi, em 20 de novembro de 1695. Ele foi assassinado por bandeirantes após anos liderando a luta pela liberdade do povo negro.

O objetivo do Dia da Consciência Negra é:

Reconhecer a história, cultura e contribuições do povo negro no Brasil.

Refletir sobre o racismo estrutural que ainda existe.

Valorizar a luta histórica por igualdade e direitos.

Dar visibilidade à resistência de Zumbi e de todos que lutaram (e ainda lutam) contra a opressão.

Que a Consciência Negra seja todos os dias na atitude, no respeito e na luta por igualdade

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